Kolombolo diá Piratininga apresenta panorama de batuques do Estado de São Paulo
Samba de Bumbo, Batuque de Umbigada e Jongo são temas de palestras, vivências, apresentações e oficinas de construção de instrumentos, todos gratuitos, que começam no dia 10 de abril no Teatro da Vila
São Paulo (SP) – “Ngoma”, palavra banto, quer dizer tambor. Nas manifestações tradicionais brasileiras, o significado de ingoma se estende também para o canto, a dança e a própria comunidade vivenciando seus ritos e celebrações que ocorrem em torno do tambor. O Núcleo Ingoma Paulista do Grêmio Recreativo de Resistência Cultural Kolombolo diá Piratininga faz um recorte nesse universo com o projeto “A Ingoma Paulista: Samba de Bumbo, Jongo e Batuque de Umbigada”, vencedor do edital Promoção da Continuidade das Culturas Tradicionais do Programa de Ação Cultural (PROAC) da Secretaria de Estado da Cultura.
O grupo de pesquisadores, produtores e brincantes da Ingoma do Kolombolo se debruça sobre três manifestações ainda pouco conhecidas. São elas o Samba de Bumbo, o Batuque de Umbigada e o Jongo, que formam a trilogia dos batuques paulistas. À exceção do Jongo, também presente nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, as demais expressões são praticadas apenas em São Paulo. Assim como também só se vê por essas bandas a modalidade de Jongo que é abordada pelo projeto, o chamado Jongo de Roda ou Jongo Paulista.
Nos meses de abril e maio, sempre aos sábados, o público paulista terá a oportunidade de vivenciar tradições e conhecer a história dessas expressões culturais paulistas assim como seus desdobramentos. Participam das atividades alguns dos principais pesquisadores dos batuques paulistas, entre eles o etnomusicólogo Paulo Dias, fundador da Associação Cultural Cachuera; o antropólogo Marcelo Manzatti, gerente da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC) e Alberto Ikeda, professor do Instituto de Artes da Unesp.
Será um encontro de gerações com a presença de mestres e também de grupos que se formaram recriando as tradições desses batuques na capital. Estarão presentes o Batuque de Umbigada de Tietê, Piracicaba e Capivari, o Jongo do Seu Antonio Moreira de Cunha, o Jongo Cabloco de Lagoinha, o Samba-Lenço de Mauá e o Samba de Roda da Dona Aurora, de Vinhedo e Louveira. Ao lado da tradição original, estarão os grupos Cachuera, Sambaqui e a Ingoma do Kolombolo, que desenvolvem trabalhos focados na cultura paulista tendo os mestres como referência.
O projeto pretende atingir pelo menos dois objetivos que são: apresentar ao público em geral um panorama teórico e prático dos batuques paulistas e promover a agregação e a cooperação entre as pessoas e grupos que já desenvolvem atividades, teóricas e práticas, ligadas aos batuques paulistas (pesquisadores, grupos, arte-educadores, luthiers, brincantes etc.), tendo sempre como referência os mestres tradicionais.
Sobre os Batuques Paulistas
Batuque de Umbigada – Dança: formam-se duas linhas, uma de homens e outra de mulheres, que se defrontam, fazem negaças e trocam umbigadas entre si. Instrumentos: há dois tambores, o tambu e o quinjengue (tronco esculpido e escavado), as matracas (dois pedaços de pau) e os guaiás (chocalhos em forma de losango). Canto: cantam-se modas tradicionais ou improvisadas na hora, sempre respondidas pelo coro.
Jongo Paulista – Dança: homens e mulheres formam uma roda, a qual gira inteira em torno dos tambores, que ficam fixos no meio. Instrumentos: há dois tambores, tambu e candongueiro (tronco escavado), e os guaiás (chocalhos em forma de losango). Canto: na maioria versos improvisados, na forma de ponto (versos cifrados), mas também há versos da tradição, sempre respondidos pelo coro.
Samba-Lenço – Dança: formam-se duas linhas, uma de homens e outra de mulheres; os homens vão buscar as mulheres, e a dança ocorre aos pares, sem coreografia fixa, quase sempre intermediada pelo lenço. Pode haver cortejo. Instrumentos: há bumbos e caixas, pandeiro e chocalhos. Canto: cantam-se versos tradicionais ou improvisados na hora, sempre respondidos pelo coro.
Samba de Roda Paulista – Dança: os dançadores se defrontam com os tocadores formando um bloco que vai e vem conforme a movimentação do grande bumbo, que comanda a brincadeira. Instrumentos: bumbo e caixa de couro amarrados com corda, e guaiá (chocalho cilíndrico). Canto: versos improvisados ou da tradição, sempre respondidos pelo coro.

Ingoma Paulista na Praça do Samba

Informações: ingomapaulista@kolombolo.org.br
olá pessoal do Kolombolo.Estivemos com voces no sabado e quero deixar registrado que foi muito gratificante ouvir o mestre Amarildo e o Paulo Dias conversarem sobre esse universo tão rico que é nossa cultura. dançamos e saímos todos com a alma leve e felizes por participar de momento tão prazeroso e com tanto ensinamento.Parabens e sempre nos convidem pra essa luta/ festa…
um forte abraço
Andrea Amorim
Meus sinceros PARABÉNS pelo evento. É ima iniciativa maravlhosa esta do Kolombolo. Afinal, São Paulo é tão plural que o próprio paulista não conhece suas origens. É por essas e outras que o vosso trabalho é tão louvável. Gostaria muito de receber e-mails com as programações dos eventos do Kolombolo, principalmente da Ingoma Paulista. Por favor incluam-me na lista de vocês.
Um grande abraço!!!
Obrigado pelos elogios Fernando, ficamos felizes que tenha gostado, nossos sinceros agradecimentos.
Vamos incluir seu nome no mailing com certeza.
Além da Praça do Samba, temos a Ala dos Compositores toda sexta-feira das 20h às 22h, apareça quando quiser, é só chegar e entrar na sede, em frente à praça. Belmiro Braga 164.
Abraços
Kolombolo Diá Piratininga
Que bom que gostou tanto como nós. É sempre muito bom quando as pessoas gostam do nosso trabalho, um imenso muito obrigado. E venham sempre que quiserem, as portas estão abertas.
Abraços
Kolombolo Diá Piratininga